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Ensaios poéticos sobre Amor e Liberdade
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Mude, mas comece devagar

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Hoje é 29 de janeiro do ano passado. Chove forte nesta noite muita, relâmpagos riscando à faca o céu de alto a baixo. Entro inteiro na piscina, como entrasse na própria madrugada, e deixo que os pingos de chuva martelem meu corpo nu, que às vezes sobe à tona. Iluminado por uma luz brilhante que vem de cima, solto as gargalhadas todas que acumulei nas últimas horas. Há um desafio emocionante lançado agora por mim: que caiam no meu peito esses raios de absinto. Que me firam — se puderem — que me penetrem, me rasguem, me partam, me furem. Neste momento, neste exato momento, Deus rivaliza comigo no quanto de amor Eu sinto e no tanto de bom que Sou. Neste momento único criamos, Eu e Ele, muitas coisas incomuns. Um para o Outro — tantas, que até nos confundimos.
E se um de nós dois tiver que se perder — que seja Ele.
Amorosamente.





Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.






Uma solução para o Metrô de SP

Ontem estive no Metrô São Bento e depois na estação da Sé. Verificando como criarei o projeto dos mecanismos especiais para resolver a questão dos vãos entre o trem e a plataforma. Tenho que descer na via para fotografar o local, e para isso preciso solicitar autorização à Diretoria do Metrô. Como se vê, além de tomar vinho, fazer amor e escrever poesias eu também encontro tempo para intervir nas cidades onde moro. Logo mais publico aqui o resultado.

Para diminiuir o espaço entre o vagão e a plataforma, bastaria ajustar a posição dos trilhos. Porém, a Estação São Bento foi contruída numa curva da linha! Um grave erro de engenharia. Como já se passaram cerca de vinte anos e ninguém resolveu esse problema, apresentei minha sugestão: uma mini-plataforma retrátil fixada na borda da plataforma atual (uma espécie de gaveta), e acionada simultaneamente à abertura das portas do trem. Simples e funcional. Aguardem.



- Leia aqui o primeiro capítulo do livro Não Estou à Venda.


- Sobre a minha deliciosa paixão simultânea por Patrícia e Suzana.






Sou rebelde.
Questiono todas as convicções - inclusive as minhas!
Sou revolucionário em todos os sentidos.
Amo a vida, a liberdade, o amor.
Isso já vem de família.
Não é genético mas é hereditário.
Meu bisavô Luiz Marques já era um rebelde: trocou o futuro garantido e certo por um presente gostoso e mais incerto ainda. Um belo dia jogou fora o velho baú das verdades antigas, e tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar:

Montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu!

Abandonou tudo para não ter que abandonar sua própria alma — sua própria existência — naqueles caminhos já percorridos. Ele também já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida.

Não fosse por isso, eu certamente não estaria aqui, agora, todo coração, tomando essas duas taças de vinho vermelho e contando minhas histórias de amor pra você.

Sou portanto bisneto da rebeldia.

Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade — e amante de todos os meus amores.

E existo, por incrível que pareça:
No céu da minha boca não há fogos de artifício:
— Só estrelas.





A vida é muito curta.

Isto é fatal.

Mas,
se eu pudesse começar
de novo,
tomaria certos cuidados que nem sempre tomei.

Jamais teria permitido
que me prendessem,
ainda que em nome do amor.

Teria quebrado as correntes logo no início.

Teria tido menos pressa
e mais coragem.

E nenhum sentimento de culpa.

Daria valor secundário
a todas as coisas secundárias,
e consideraria secundário tudo aquilo
que não tivesse o efetivo poder de causar
mudanças significativas no rumo
da minha vida.

Todas as manhãs começariam
com meditação, orgasmo e frutas leves.


Se pudesse começar de novo,
dançaria muito mais
do que dancei,
e brincaria muito mais do que brinquei.

Minha Vida seria uma festa...


Se pudesse mesmo começar de novo,
seria mais espontâneo.

Seria mais ousado:
A ousadia move o mundo.

Desobedeceria
todas as regras injustas,
e afastaria os preconceitos e a hipocrisia.

Procuraria respeitar sempre
o Deus de cada um.

Teria viajado muito mais do que viajei.

Correria mais riscos.

E teria tido seis milhões de amores profundos...

Se eu pudesse começar outra vez,
iria aprender com os erros dos outros,
e com os acertos também.

Andaria mais leve:
não levaria comigo nada que fosse
apenas um fardo.

Não teria desperdiçado tanta vida
e tanto tempo.

Não teria tentado salvar todo mundo.

Amaria muito mais a liberdade.

Viveria cada minuto
como se Deus
derramasse flores e estrelas na minha cabeça.

Tentaria uma coisa nova
todos os dias.

Em tudo que fizesse colocaria
mais Poesia,
mais Amor, mais Alegria.

E teria feito a opção de ser feliz
muito mais cedo
do que fiz.


Edson Marques

Manual da Separação
página 71





A Ousadia Move o Mundo!





Cruciais, estes momentos deliciosos e profundos que hoje me atravessam — e me descobrem no limite da coragem. Minha profissão sempre foi perigosa: sou amante do risco, do instável, do incerto e do inseguro. Entre um largo muro cinza de cimento e a corda bamba de seda colorida, opto por esta — em todos os sentidos.

Sou só um trapezista maluco neste escandaloso Circo da Emoção e do Prazer.

Mas, como poeta romântico, filósofo da alegria e amante da liberdade absoluta, só posso mesmo ser assim. Porque não tenho razões para ser comedido, não preciso ser médio quando posso ser tudo — e nem quero ser outro além de mim.

O Extremo é apenas o meu Meio.




Jon Bon Jovi - Destination Anywhere



Jon Bon Jovi - It´s Just Me



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O único jogo que me agrada é aquele que acontece quando trago para a tela do computador uma poesia que já escrevi. E fico jogando com as palavras e o sentido delas. Passo a noite toda mexendo com elas, jogando com elas, acariciando-as, lambendo-lhes as partes mais íntimas, amando-as. Mudo-lhes o sentido, dou-lhes forma nova, pinto-as de azul. Empobreço rimas em benefício do amor, coloco consoantes de apoio, quebro a estrutura da frase, abandono as regras antigas, invento outras mais gostosas, escrevo, escrevo, escrevo, sinto, sinto, sinto. Se por acaso vou ganhando, vibro e quero sempre ganhar mais. E se perco, a cada jogada sublime que faço, maior é o meu ânimo para jogar de novo, recuperar aquilo que perdi. De qualquer forma, passo a noite toda jogando, em todos os sentidos. Vem a madrugada e já começo a brilhar, metáfora de lux. Então, exaustos de tanto amor, os dois nos vencemos: o poema ganhou de mim, e eu com certeza o venci.







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Venha morar na praia, com todo o conforto!





EdsonMarques:   (11) 6676-7730
Liberdata:   (13) 8844-7730


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